A Missa passo a passo: entendendo os ritos da Celebração Eucarística
- PASCOM
- 16 de dez. de 2025
- 12 min de leitura
Atualizado: 17 de dez. de 2025
No último dia 06 de dezembro de 2025, no SIES (anexo da Igreja Santo Antônio da Barra), os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão – MESC da Paróquia da Ressurreição do Senhor de Ondina, tiveram no seu retiro anual, o privilégio de contar com a presença de sua Excelência Reverendíssima, Dom Marco Eugênio Galrão – Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Salvador – Ba,
que ministrou uma magnifica palestra sobre cada etapa de uma celebração eucarística.

Sob a coordenação de Denise Nunes, Vera Leal, Elisabete Frota e Rosa Serrano, os ministros presentes puderam refletir profundamente sobre os mistérios dos sacramentos.
O tema do retiro foi: "Eucaristia: nosso alimento... ninguém vive sem pão!"
O encontro foi um verdadeiro aprofundamento sobre a celebração do sacrifício do nosso Senhor Jesus Cristo.
Aprofundar a Celebração Eucarística à luz do mistério do sacrifício de Jesus é perceber que a Missa não é apenas memória simbólica, mas atualização sacramental do único sacrifício de Cristo na cruz (cf. Hb 9–10).
O Cristo na ação, ato de amor puro
Dom Marco Eugênio explicou o porque de cada rito e a importância de não se desviar da essência de cada um deles.
Ele iniciou sua fala fazendo uma provocação sobre os sete sacramentos e perguntando se todos eles são fonte de santidade.
Explicou que o Santíssimo Sacramento é assim chamado porque nos demais sacramentos temos a ação de Cristo, já neste, temos o próprio Cristo na ação.
Para ilustrar, esclareceu que quando um sacerdote está realizando um batizado é o próprio Cristo que o realiza, quando acaba o batizado, acaba a presença real. E assim é para os demais sacramentos. A ação de cristo acontece em cada sacramento.

Nesse contexto, ele traz a importância que devemos dar às hóstias consagradas, pois é o próprio Cristo que está ali presente.
O único sacramento que se celebra sozinho é a Eucaristia porque, enquanto todos os outros sacramentos acontecem em mim, este acontece fora de mim.
Por tudo isso, Dom Marco ressaltou a importância do sacramento da comunhão, e o quanto todos os demais sacramentos estão vinculados a ele.
“Não podemos reduzir a Eucaristia a uma simples refeição, pois ao fazê-lo estamos reduzindo a cruz de Cristo a uma simples execução de um bandido, de um fora da lei. O que se via era um homem crucificado, o que acontecia era o sacrifício de Deus salvando o homem. O Sacramento existe para expressar o sacrifício, mas o que vale, o que se celebra é o sacrifício do Senhor”, esclareceu.

A palavra sacrifício vem do latim, “o fazer sagrado”.
O que vale do ato da cruz não é a quantidade de dor e de sofrimento, mas é a quantidade de amor e obediência que ali é colocado. E que nenhum ser humano é capaz de fazer, por isso Ele assume a humanidade e vai realizar aquilo que nós, por nós mesmos, somos incapazes de fazer.
Não existe possibilidade de entendermos o mistério da cruz sem estarmos percebendo ali o verdadeiro sacrifício, isto é, o ato de amor perfeito.
Eu vim fazer a vontade do pai. O meu alimento é fazer a vontade do pai.
Isto é o sacrifício, o que Ele faz para Deus por amor aos homens, trazer aos homens a experiência da salvação. A experiência do amor de Deus à nossa vida.
O que a gente se depara na missa é o sacrifício, aparece como uma refeição, e porque é um sacrifício, eu só posso participar se estiver em condição de sacrificar.
Precisamos ter uma postura de entrega, de serviço, de sacrifício também para poder participar, para comungar com Cristo.

Ele lembra que São Tomaz de Aquino nos dizia: “Tanto vale cada celebração de missa, quanto vale o sacrifício da cruz. É o mesmo ato de amor. Lá Ele derramava seu sangue, aqui o sacrifício é o que a gente chamaria de incruento. Ele ainda diz: Lá na cruz, ele se imolava, aqui Ele vem nos unir à sua imolação. Lá Ele se imolava no seu corpo físico, aqui na missa Ele se imola em seu corpo místico que é igreja. E a Igreja é chamada a viver a glória dEle a experiência sacrifical da entrega ao Pai.”
A oração eucarística mais antiga que temos na Igreja é a “Oração Eucarística Segunda”. No começo cada padre celebrava sua Missa e dizia sua oração eucarística.
Hoje, após a celebração nós dizemos: “Celebrando pois, o mistério da morte e ressurreição do Vosso Filho, nós vos oferecemos ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação e vos agradecemos porque nos tornaste dignos de estar aqui na Vossa presença e vos servir.”

Importância da percepção das nossas funções na Igreja
A eucaristia que nos dignifica, primeira função dela para ir ao Pai é a mesma que faz de nós um só corpo, daí todos nós somos responsáveis uns pelos outros.
Devemos nos preocupar com nosso modo de ser e agir e também ajudar os nossos irmãos a viver a santidade.
É nosso dever, enquanto ministros, de levar a comunhão para os enfermos e aos necessitados que não podem participar da celebração.
Dentro da Igreja eu terei sinodalidade quando reconhecer a minha função e cumprindo aquilo que me cabe.
Alerta para que não deixemos que nada desfigure este mistério que a gente celebra.
A transubstanciação da hóstia consagrada
É o termo teológico usado pela Igreja Católica para explicar o que acontece no momento da consagração, durante a Oração Eucarística da Missa:
A substância do pão e do vinho se transforma totalmente no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo, enquanto as aparências externas permanecem as mesmas.
Dom Marco lembra o que é dito no momento da apresentação do pão e vinho:
“Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão e pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da terra, da videira, e do nosso trabalho, que agora vos apresentamos e para nós vai se transformar pão da vida e vinho da salvação.”
O dízimo tem sua essência nessa saudação, é um ato de amor também, no qual devolvemos ao pai, o fruto do nosso trabalho.
A presença real do nosso Senhor na matéria consagrada vai perdurar enquanto a matéria existir. Por isso devemos ter toda a reverência necessária à hóstia consagrada.
Momento do oremos
É o convite a oração. Devemos, nessa hora, oferecer a Deus as nossas intenções. Daí a importância de estarmos inteiramente presentes na celebração.
A segunda parte da conversa foi pautada nos ritos da santa celebração.
O SACRAMENTO

Aquilo que é um sacrifício é também um sacramento e enquanto sacramento ele é exatamente esta abertura celebrada como se fosse uma refeição. A aparência externa é esta, mas o que se celebra é o sacrifício.
Devemos ter muito cuidado para que a celebração externa não desfigure aquilo que nós estamos celebrando. Algumas “customizações” podem nos desviar da celebração do sacrifício. Mesmo respeitando a cultura de cada local, não deve transpor os valores centrais dos ritos sagrados.
Os ritos das celebrações precisam ser preservados e respeitados na sua íntegra. Não cabe adaptações que descaracterizem sua essência.
RITOS:

Entrada – A saudação do padre precisa ser uma saudação bíblica, pois não é o padre e sim o Senhor Jesus quem está celebrando.
Ato Penitencial – (Tenho que deixar que o Senhor me lave. Não precisamos ficar de joelhos. Principalmente quando estamos cantando: Senhor que viestes salvar os corações arrependidos, Cristo que vieste... Estamos cantando a misericórdia de Deus e esta não devemos fazer de joelhos.)
Hino do Glória – (exceto em tempos penitencias como Advento e Quaresma). Damos glória ao Pai, pelo Filho e na ação do Espirito Santo.
Oração – (Oremos – antes era coleta das intensões, agora é oração da Missa). Sempre no plural.
Liturgia da Palavra
Deus nos fala pela sua palavra e usa esses 4 canais:
Os Profetas, os apóstolos, o próprio Jesus Cristo e a Igreja (homilia).
Para ser palavra de Deus precisa ter: Escritura – Tradição – Magistério. Se faltar um dos três, deixou de ser a palavra de Deus.
O livro (a Bíblia) contém a Palavra de Deus, mas a proclamação da Palavra que o é. Por isso que quem proclama o Evangelho é sempre alguém ordenado em nome dele e ficamos de pé em respeito ao instrumento que traz a Palavra.
Curiosidade: Se participarmos das Missas todos os dias, a cada dois anos teremos ouvido todo a Bíblia e os evangelhos duas vezes. Existe uma sequência para celebrar o mistério de Cristo e esta deve ser seguida fielmente.

Na Oração dos Fieis
Importante observar que as preces dos fiéis devem ser sempre no plural, aqui rezamos por todos.
Até aqui o nosso Senhor Jesus falou conosco, a partir de agora, passamos a falar com Ele.
Liturgia Eucarística:
Apresentação das ofertas – essas ofertas só podem ser usadas para ações da Igreja, a exemplo de compra de hóstias, assistência aos necessitados, entre outras.
Aqui Dom Marco faz uma ressalva sobre as procissões na Igreja, que só devemos ter quatro: a procissão de entrada (cantada), das ofertas, a comunhão e a saída.
Oração Eucarística - A Eucaristia começa como ação de graças, reconhecendo que tudo vem de Deus. Louvor celestial. É o canto da Igreja unida aos anjos e santos. A assembleia entra na liturgia do céu, reconhecendo a santidade de Deus antes do sacrifício. Invocação do Espírito Santo. Não é o poder humano que transforma, mas a ação do Espírito Santo. Narrativa da Instituição e Consagração - Coração da Oração Eucarística. São proclamadas as palavras de Jesus na Última Ceia: “Isto é o meu corpo…”, “Este é o cálice do meu sangue…”. Aqui ocorre a transubstanciação: o pão e o vinho tornam-se o Corpo e o Sangue de Cristo. Memorial do Mistério Pascal. A Igreja proclama: a paixão, a ressurreição e a ascensão do Senhor. Não é lembrança simbólica, mas memória eficaz: o sacrifício se torna presente. Oferta do sacrifício: Cristo é oferecido pela Igreja e com a Igreja. Intercessões - Oração pela Igreja e pelo mundo. A Igreja intercede: pelo Papa e pelos bispos, pelos vivos e falecidos, por toda a humanidade. Toda a glória é dada ao Pai, na unidade do Espírito Santo.
Rito de Comunhão – A primeira coisa é a abertura para viver a comunhão. Estar em Comun-hão com o Senhor”. Temos que ter as mesmas tarefas de Jesus para estar em comunhão com Ele.
O Rito da Comunhão é marcado por orações que expressam: filiação (Pai-Nosso); reconciliação (perdão e paz). O abraço da paz é acolher o Nosso Senhor Jesus na pessoa do irmão; Partir o pão, reconhecimento do sacrifício (Cordeiro de Deus); humildade (não sou digno); ação de graças (oração final). Não é apenas “receber”, mas entrar em comunhão com o Cristo oferecido.
Durante toda a comunhão devemos estar cantando, só quando acaba é que devemos ficar em profundo silêncio sagrado.

Dom Marco ressaltou todo o cuidado que devemos ter com as adaptações (tipos de missas diferentes), pois não é a liturgia que se adapta a cultura, mas a cultura é que tem que ser cristianizada.
O padre Casimiro Malolepszy, pároco da Paróquia de Ondina lembrou da experiência em Moçambique, onde existe até a função litúrgica “dançarino”. Na verdade, a dança está incorporada à celebração litúrgica, principalmente as mais solenes.

Ritos de Despedida – cuidado com os avisos longos.
Por fim, foi esclarecido sobre a importância dos ritos próprios para cada celebração, respeitando os dias festivos, as solenidades, os parâmetros, o tempo de cada Missa.
Não é a ação que define o ser, mas é o ser que define a ação.
Se estamos eucaristizados, ou seja, transformados Nele as minhas ações têm que mostrar isso no mundo. Não podemos mais falar de Deus, devemos mostrar Deus.
Ele cita um lindo pensamento de São Francisco de Sales que diz assim:
“Não fale de Deus a quem não lhe perguntar; mas viva de tal modo que lhe perguntem.”
Um outro pensamento lembrado foi o de Mahatma Gandhi, que dizia mais ou menos assim:
“Li o Evangelho, conheci Cristo e me apaixonei... conheci os cristãos e me decepcionei.”

Quanto à Eucaristia, lembrou que nós não comugamos porque somos bons, mas comugamos para sermos melhores.
Ainda trouxe uma boa reflexão sobre São João Maria Vianney, conhecido como o Curé d'Ars:
Quando ele chegou à cidade de Ars, tinha apenas sete católicos, quando ele morreu, tinha apenas sete não católicos.
O projeto da celebração da Eucaristia é deixar cada vez mais me transformar Nele para levá-lo a todas as pessoas. Devemos viver a vocação própria para a qual fomos chamados por Deus.
Finaliza no nosso retiro com esta forte frase:
A Eucaristia vai ser Deus fazendo-se alimento, para que a gente agora, transformado Nele, possa ser da melhor maneira possível aquilo a que Ele nos chama.

Finalizando o encontro, o padre Cassimiro agradeceu a presença de todos e convidou as ministras presentes para participar dos encontros de formação ao longo do ano, momentos importantes para nossa conversão. Ele também pediu a colaboração no sentido de sensibilizar aos demais ministros para essa participação.
Após o encontro, os ministros foram agraciados com a celebração da Missa presidida por Dom Marco Eugênio.
RESUMO DO PASSO A PASSO DA CELEBRAÇÃO:
Os RITOS INICIAIS (preparação) têm a função de reunir, acolher e preparar a assembleia para a celebração.
Canto de entrada; saudação inicial do celebrante; ato penitencial (confissão dos pecados); hino de louvor (glória – exceto em tempos penitencias como Advento e Quaresma); e a oração da coleta).
Aqui a assembleia que se coloca diante do Sacrifício
À luz do sacrifício de Cristo, os Ritos Iniciais não são “preâmbulo”, mas disposição interior para subir ao Calvário com Jesus.
Procissão de entrada
Evoca Cristo que caminha livremente para a cruz. A Igreja entra em movimento com Ele, não como espectadora, mas como corpo unido ao sacrifício.
Ato penitencial
Reconhecer o pecado não é humilhação moral, mas consciência de que o sacrifício é necessário. Assim como o sangue do cordeiro no Antigo Testamento era oferecido “pelos pecados”, aqui a assembleia se coloca diante do Cordeiro que tira o pecado do mundo.
Glória
Paradoxalmente, a glória já aparece antes da cruz — como no Evangelho de João. A cruz é gloriosa, porque nela o amor se doa até o fim.
Sentido sacrificial:
Antes de oferecer algo, a Igreja reconhece que é Cristo quem se oferece por ela.
A LITURGIA DA PALAVRA (escuta), momento em que Deus fala ao seu povo por meio das Escrituras
Aqui temos como principais elementos: Primeira leitura (Antigo Testamento ou Atos); Salmo responsorial; Segunda leitura (Cartas apostólicas – domingos e solenidades); Aclamação ao Evangelho; Evangelho; Homilia; Profissão de fé (Credo); e a Oração dos fiéis (preces da assembleia).
O Cristo que se oferece primeiro pela obediência
Antes da entrega do Corpo, há a entrega da vontade. Jesus se oferece ao Pai pela obediência da Palavra:
“Eis que venho para fazer a tua vontade” (Hb 10,7)
Leituras bíblicas
Revelam progressivamente a lógica do sacrifício: aliança, eleição, promessa, sofrimento do justo, entrega redentora.
Evangelho
Não é apenas ensino moral, mas a Palavra viva que se doa. O Cristo que fala é o mesmo que será oferecido.
Homilia
Atualiza a Palavra para que o fiel una sua própria vida ao sacrifício de Cristo.
Credo
Profissão pública da fé no Cristo crucificado e ressuscitado — é adesão existencial, não só intelectual.
Oração dos fiéis
A Igreja já começa a exercer seu sacerdócio: interceder, como Cristo intercede na cruz (“Pai, perdoa-lhes…”).
Sentido sacrificial:
Cristo se oferece primeiro interiormente, pela obediência amorosa, antes de se oferecer corporalmente.
A LITURGIA EUCARÍSTICA (ação sacramental), Centro da celebração, onde ocorre a consagração do pão e do vinho. O ápice da celebração.
Principais elementos: Preparação das oferendas (apresentação do pão e do vinho); Oração sobre as oferendas; Oração eucarística.
O Sacrifício propriamente dito
Aqui ocorre o coração do mistério: o mesmo sacrifício da cruz torna-se presente de modo sacramental.
Preparação das oferendas
O pão e o vinho representam:
o trabalho humano,
a vida concreta do povo,
tudo aquilo que será unido ao sacrifício de Cristo.
Não são “objetos”, mas sinais de vidas oferecidas.
“Orai, irmãos e irmãs, para que o vosso sacrifício seja aceito…”
Não é só o sacrifício de Cristo, mas Cristo que assume o nosso sacrifício.
A ORAÇÃO EUCARÍSTICA
É a grande oração sacerdotal da Igreja, na qual:
Epiclese
O Espírito Santo age como no Calvário e na Ressurreição:
Ele transforma a oferta.
Narrativa da instituição
“Isto é o Meu Corpo, que será entregue por vós”
“Este é o cálice do Meu Sangue, derramado por vós”
Aqui não se “repete” a cruz, mas ela se torna presente.
O tempo é atravessado: o único sacrifício eterno se manifesta.
Anamnese
A Igreja proclama:
“Todas as vezes que comemos deste pão…”
Memória bíblica não é lembrança psicológica, mas presença eficaz.
Sentido sacrificial:
O altar é a cruz, e o sacerdote age in persona Christi.
O RITO DA COMUNHÃO
Participar do sacrifício, não apenas assisti-lo
Pai-Nosso
Reza-se como filhos reconciliados pelo sacrifício do Filho.
Cordeiro de Deus
Retoma explicitamente a imagem sacrificial:
cordeiro pascal,
servo sofredor,
vítima inocente.
Comunhão
Não é “recompensa”, mas participação no sacrifício.
Comer o Corpo e beber o Sangue é:
entrar em comunhão com a entrega de Cristo,
assumir a lógica do amor que se doa.
“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim” (Jo 6,56)
Sentido sacrificial:
O fiel se torna parte do sacrifício que celebra.
RITOS FINAIS – (DESPEDIDA - envio a missão)
Encerram a celebração e enviam os fiéis à missão.
Principais elementos: Avisos (quando houver); Bênção final; Despedida (“Ide em paz…”); Canto final.
Da cruz para a vida
Bênção
É o selo do sacrifício recebido.
Envio (“Ide em paz…”)
A Missa não termina: ela continua na vida.
O fiel é enviado para viver:
sacrifício no cotidiano,
amor oblativo,
serviço,
entrega silenciosa.
Sentido sacrificial:
Quem participou do sacrifício de Cristo é enviado a ser sacrifício vivo (cf. Rm 12,1).
Síntese Teológica
A Missa é:
sacrifício (oferta ao Pai),
presença real (Cristo se entrega),
comunhão (participação no sacrifício),
missão (vida transformada).
Não assistimos à cruz, somos incluídos nela.
Para Rosa, uma das coordenadoras, o evento representou um momento de espiritualidade, aprendizado e união!
“Que possamos sempre que possível partilhar esse conhecimento, passado de uma forma tão leve e didática por nosso Bispo Auxiliar Dom Marcus Eugênio. Só gratidão a Deus por nos permitir vivenciar esse dia”, afirmou.
Jat Cleide Bispo ressaltou o seu contentamento:
“O retiro para mim, foi uma imersão no Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um ‘fechar os olhos físicos’ para experimentar, na minha alma, a atualização deste Sacrifício de forma incruenta e eterna, isto é viver, é felicidade plena, é o ápice da nossa fé!”
Vanessa também gostou muito do que viu:
“Foi maravilhoso e ficou a vontade de querer aprender mais, para melhor servir ao Senhor”, revelou.
Elisabete Frota (Betica) resumiu a importância do momento:
“Retiro extraordinário, pura reflexão”, concluiu.
Gorete Randam (Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão), com a colaboração de Silvana Lima (Pascom)









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