Celebrar a vida, acolher a saudade: a Oitava do Natal e o testemunho de Soraya
- PASCOM
- 29 de dez. de 2025
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Na primeira oitava do Natal, a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Oitava é o período de oito dias que prolonga a solenidade do Natal, como se a Igreja permanecesse contemplando, com o coração atento, o mistério do Verbo que se fez carne.

Famílias foram convidadas a participar das celebrações do último domingo reforçando o simbolismo da Família Sagrada
Celebrar a Sagrada Família logo após o nascimento de Jesus é profundamente coerente: ao mesmo tempo em que Deus entra na história, Ele escolhe fazê-lo no seio de uma família humana, revelando que o lar, a convivência, o cuidado e o amor cotidiano são caminhos privilegiados para viver a fé.

Padre Maciel Pinheiro presidiu a Santa Missa das 10h
Em Jesus, Maria e José, a Igreja contempla um modelo de escuta, serviço, fidelidade e confiança em Deus, mesmo em meio às dificuldades, incertezas e sofrimentos.
A paroquiana Vitória Sampaio lembrou do grande exemplo de fé deixado por Soraya
Foi nesse espírito que a Paróquia da Ressurreição do Senhor viveu a celebração da Sagrada Família. A alegria própria do tempo natalino, porém, se misturou à dor da perda de uma pessoa muito querida: Soraya Freire, coordenadora do movimento Mães que Oram pelos Filhos na Paróquia de Ondina e integrante de outra família sagrada, a do Cristo Ressuscitado.

Sossó, como era carinhosamente chamada (segunda da direita para a esquerda) era uma pessoa muito querida na comunidade
Soraya deixou uma marca profunda na vida de todos que a conheceram. As manifestações de pesar vieram acompanhadas de admiração e gratidão pelo testemunho que ela ofereceu. Mesmo enferma, jamais se negou a servir.

A Sagrada Família esteve em destaque durante todo o dia
Sua presença, sua dedicação e sua fé foram sinais vivos de que o amor a Deus e à Igreja pode vencer o cansaço, a dor e o desconforto provocados pela doença que, humanamente, lhe tirou a vida. Soraya ensinou, com atitudes concretas, que a fé não é ausência de sofrimento, mas força para atravessá-lo com esperança.

Padre Stanislaw Wilczek presidiu uma das celebrações da noite, na Igreja Matriz
Assim, se uma família perde um ente querido aqui na terra, a Família de Ondina ganha uma intercessora no céu. A comunhão não se rompe; ela se transforma.
Unidos agora pela fé na Ressurreição, os que ficam seguem caminhando com a certeza de que o amor vivido não morre.
A Família do Ressuscitado meditou sobre o legado da família de Jesus
Neste tempo em que um novo ano se aproxima, a oração que se eleva é para que todas as famílias, especialmente a Família do Cristo Ressuscitado, se tornem cada vez mais espelho e semelhança da Sagrada Família de Jesus, Maria e José: famílias que acolhem, que perseveram, que servem, que confiam em Deus e que, mesmo entre lágrimas e saudade, continuam acreditando que a vida plena se encontra n’Ele.
Silvana Lima (Pascom), com a colaboração de Mário Brito (Apostolado da Oração) e Vitória Sampaii (Pastoral do Acolhimento)















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