Domingo de Ramos em Ondina: um chamado ao mergulho interior e à solidariedade
- há 2 dias
- 3 min de leitura
O Domingo de Ramos marcou, na Paróquia da Ressurreição do Senhor, em Ondina, o início de um dos períodos mais profundos e significativos da fé cristã: a Semana Santa.
As celebrações tiveram início ainda no sábado, dia 28, durante as Santas Missas realizadas a partir das 18h, quando o Evangelho proclamado conduziu os fiéis à contemplação da entrada de Jesus em Jerusalém — um momento que une júbilo e prenúncio do sofrimento.
Na Igreja Matriz, a Celebração de Ramos do sábado(28), às 18h, ficou sob a presidência do pároco, padre Casimiro Malolepszy, que abençoou os ramos na área externa do templo.

A aclamação com ramos e hosanas fez alusão a um povo que reconhece o Messias, mas que, pouco depois, testemunharia sua paixão.
A Palavra destacou justamente esse contraste, convidando à reflexão sobre a fragilidade das convicções humanas e a profundidade do amor de Cristo, que permanece firme mesmo diante da rejeição.

No domingo, logo cedo, paroquianos marcaram presença na grande Procissão de Ramos promovida pela Arquidiocese de Salvador, no Centro da cidade.
Na Santa Missa das 10h, também na Igreja Matriz, o padre Stanislaw Wilczek ressaltou a grandeza da Semana Santa, aberta com o Domingo de Ramos, tradicionalmente chamada de “Semana Maior”.

Em sua reflexão, destacou que este é um tempo que nos convida não apenas a recordar o propósito de Jesus, mas a meditar sobre tudo o que Ele enfrentou para nos garantir a salvação.

Mais do que contemplar, somos chamados a responder com um compromisso concreto com a nossa própria redenção, inspirados pelo exemplo de entrega, obediência e amor deixado por Cristo.
Trata-se de uma semana que nos impulsiona a um verdadeiro mergulho interior. À luz da Palavra, cada fiel é convidado a revisitar a própria vida, confrontando-se com as próprias atitudes, escolhas e caminhos.

Ao mesmo tempo, esse movimento não se limita ao interior: a vivência da fé também nos direciona ao olhar atento ao próximo, especialmente aos mais necessitados.
Nesse contexto, a celebração trouxe à tona o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, que aborda a questão da habitação e lança luz sobre a realidade das pessoas em situação de rua.

Um momento especialmente marcante foi a apresentação do cartaz da campanha, realizada de forma profundamente simbólica: uma pessoa com metade do corpo coberta por um tecido representou aqueles que, invisibilizados pela sociedade, tornam-se “sem rosto”, esquecidos em meio às dificuldades e injustiças sociais. O silêncio que tomou conta da igreja naquele instante intensificou a força do gesto, provocando uma reflexão profunda e coletiva.
As crianças também participaram da Santa Missa, após um momento de evangelização no "cantinho" dedicado a elas durante a celebração.
Com seus desenhos e poemas, elas encantaram a assembleia ao mostrar a visão simples e sincera da importância do Senhor para toda a humanidade.

O dia foi especial, não só pela abertura da Semana Santa, mas por ser a data na qual muitos celebram os seus aniversários, como aconteceu com Priscila Leite (foto), que fez questão de agradecer pelo dom da vida.
"Eu acho que o primeiro lugar que a gente tem que vir é na igreja agradecer pelo ano que passou e pedir proteção para o ano que está vindo", explicou a paroquiana.

Na Comunidade do Imaculado Coração de Maria a Santa Missa foi presidida por padre Maciel Pinheiro, que também ressaltou a magnitude desse tempo santo.
A programação da Semana Santa segue ao longo dos próximos dias, culminando no Domingo de Páscoa, quando, além da celebração da Ressurreição do Senhor, será aberto o ano jubilar da Paróquia, que em 2026 celebra seus 60 anos de história. A data, que também marca a festa patronal, será ocasião de renovação da fé, da esperança e do compromisso de toda a comunidade.
Silvana Lima (Pascom), com a colaboração de Henrique Parua (Pastoral do Dízimo) Caian Gonçalves (Pascom)













































Comentários