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Essa grande missão começou com um padre...

  • 4 de ago.
  • 3 min de leitura

Agosto sempre começa de uma maneira especial na Paróquia da Ressurreição do Senhor. O primeiro dia do mês missionário é dedicado a Santo Afonso, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecida como Congregação Redentorista, que trouxe modificações significativas para a vida da Igreja e administra, há mais de 50 anos, a nossa comunidade paroquial.



E qual a missão desta congregação? Anunciar ao mundo que Deus oferece uma redenção abundante, ou seja, copiosa, e cheia de misericórdia. É o que Santo Afonso tinha certeza e por essa causa dedicou a vida.



E é esse sentimento que continua pulsando no coração dos sacerdotes, leigos missionários, fiéis ou colaboradores dos redentoristas, que trabalham para levar cada vez mais longe a grandiosa revelação. 



A Copiosa Redenção é, dessa forma, o centro da espiritualidade de Santo Afonso. A expressão vem do Salmo 130(129),7: "No Senhor está a misericórdia e abundante (copiosa) redenção", mostrando que, em Cristo, Deus oferece uma redenção que é abundante, inesgotável e acessível a todos, especialmente aos mais pobres, abandonados e pecadores.



Essa verdade encanta pessoas como Julinda Rebouças, grande admiradora da obra de Santo Afonso. Questionada sobre o que mais a inspira na vida do santo, ela respondeu sem demora: "o amor dele por Jesus, Maria e José", afirmou.



O amor a Jesus foi o que levou Santo Afonso a propagar que a redenção em Cristo não é limitada nem destinada a um pequeno grupo de eleitos. Ela é ampla o bastante para alcançar toda pessoa que acolhe a graça de Deus. Foi isto que Santo Afonso quis mostrar ao criar a Congregação do Santíssimo Redentor. Decepcionado com os valores do mundo, resolveu abdicar da vida de advogado, ao ser derrotado em um processo que considerava impossível de perder, descobrindo, em seguida, que documentos importantes haviam sido ocultados para impedir que a justiça fosse feita. Profundamente abalado, pronunciou a frase que se tornou célebre:

"Ó mundo, agora eu te conheço. Adeus, tribunais."

Apesar desse episódio ter sido decisivo para o abandono da promissora carreira, a sua conversão não aconteceu apenas por causa desta derrota. Ela já vinha sendo preparada por sua intensa vida de oração e pela sua participação em obras de caridade na região de Nápoles, Itália, onde nasceu.

Mesmo com a forte oposição do pai, diante da imagem de Cristo Crucificado e do Cristo Sacramentado, sentiu-se chamado a dedicar toda a sua vida a Deus. Abandonou definitivamente a advocacia e iniciou os estudos para o sacerdócio. Santo Afonso Maria de Ligório foi ordenado em 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos de idade.



O patrono dos redentoristas produziu mais de 120 livros, além de cartas, tratados e obras espirituais. Foi um dos principais responsáveis por substituir uma visão excessivamente rigorosa da moral cristã por uma abordagem mais equilibrada, fundada na verdade, na misericórdia e na prudência pastoral.



Ele ressaltou esse equilíbrio nas suas obras, mostrando que o mesmo deve existir na vida de todos os cristãos, combatendo, ao mesmo tempo, o rigor que desespera, ao vermos Deus como juiz severo, e a complacência que relativiza o pecado, ao tratarmos este último como algo sem importância ou sem consequências, na certeza de que Deus perdoa tudo e, por isso, vai nos perdoar sempre, independentemente das nossas escolhas.

Buscando fugir desses extremos, Santo Afonso quis deixar claro que Cristo redime a nossa relação com Deus para que tenhamos uma vida nova, mas é necessário que nos comprometamos com a nossa conversão, colaborando com o Senhor por meio das nossas atitudes diárias.



Todo esse legado foi lembrado na celebração da Eucaristia em Honra a Santo Afonso, realizada no último sábado (1º), na Igreja Matriz, às 18h.

A celebração foi presidida pelo pároco da Paróquia de Ondina, padre Casimiro Malolepszy, que refletiu sobre a vida do santo italiano, trazendo curiosidades e, principalmente, a contribuição do primeiro redentorista para a Igreja:

O legado maior que deixa Santo Afonso é a Congregação do Santíssimo Redentor, criada especialmente para os mais abandonados, disse o sacerdote.

A espiritualidade de Afonso também foi ressaltada na ladainha conduzida por padre José Roberto Luciano, redentorista concelebrante, destacando aspectos relevantes do santo.



O testemunho de Santo Afonso, que recebeu o título de Doutor da Igreja e era conhecido pela devoção sem igual a Nossa Senhora, foi ainda refletido na renovação do compromisso dos missionários leigos redentoristas, que se reuniram com padre Casimiro, no dia 2 de agosto, no Serviço Inaciano de Espiritualidade (SIES), centro anexo à Igreja de Santo Antônio da Barra.



Hoje, 4 de agosto, Dia do Padre, precisamos agradecer não só a Santo Afonso pelo início dessa grande missão, mas a todos os missionários redentoristas que continuam mantendo o propósito de levar cada vez mais longe a copiosa redenção.


Silvana Lima (Pascom), com a colaboração de Jorge Badaró (Missionário Leigo Redentorista)


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