Padre Ângelo recorda Santo Afonso e destaca a força da oração na abertura da Novena do Jubileu
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A Novena do Jubileu foi iniciada nesta quinta-feira (16), após a tradicional Adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida pelo diácono Paulo Gabriel, na Igreja Matriz.
Na Missa de abertura, realizada às 18h, os paroquianos foram introduzidos em um clima de profunda reflexão, conduzida pelo padre Ângelo Lopes, que presidiu a Santa Eucaristia como primeiro convidado desse tempo especial, que se estenderá até o dia 24, data que marca oficialmente a criação da Paróquia de Ondina.

A Missa Festiva, porém, será realizada no dia 25, às 17h, e será presidida pelo Arcebispo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, Dom Sergio da Rocha.

Como pároco da comunidade-mãe da qual a Paróquia da Ressurreição do Senhor foi desmembrada, padre Ângelo manifestou sua alegria por participar deste momento jubilar, destacando o carinho especial que nutre pela comunidade que considera uma filha.
Foi com muita gratidão e bom humor que ele iniciou a sua homilia, ressaltando as diferentes motivações de uma oração sincera, por meio da qual nos unimos a Deus:
"Quando nós rezamos, nós fazemos essas quatro coisas: adorar, pedir perdão, pedir bênçãos e agradecer", explicou ele.
E, na abertura da novena, a motivação maior não poderia ser outra senão a oportunidade de agradecer e pedir bênçãos para a paróquia, como ressaltou.
Apesar disso, padre Ângelo lembrou que toda e qualquer celebração é lugar de agradecimento, pela certeza de que O Senhor habita no nosso meio e de que nós também somos templos de Deus, como frisou o sacerdote.
"Cristo Ressuscitado é a razão de nós acreditarmos. Seu gesto amoroso na cruz redimiu toda a humanidade, a garantia disso foi Sua Ressurreição. A contemplação da Sua Ressurreição é o fato mais significativo da nossa ação de graças. Ele mostrou, provou que Sua ação salvífica aconteceu. Eu não posso duvidar Dele", afirmou o padre.
Para ilustrar essa certeza, ele lembrou os discípulos de Emaús, que caminhavam cheios de dúvidas e, ao encontrarem Cristo e se certificarem da Sua Ressurreição, ficaram cheios de alegria e também foram compartilhar a grande notícia.

Ainda olhando para a história da salvação, padre Ângelo convidou a todos a contemplarem a paciência e a misericórdia de Deus, que não Se cansa de nós, mantendo a porta sempre aberta para o nosso sincero pedido de perdão.
No dia em que a Igreja também celebrou a festa de Nossa Senhora do Carmo, o padre ressaltou o exemplo de Maria, apresentando-a como aquela que mais escutou a Palavra de Deus, mostrando que tal escuta nos abre o coração para agradecer e continuar implorando por misericórdia.
A nossa oração torna-se, então, o grande trunfo de amor junto a Deus, como revelou Santo Afonso Maria de Ligório, autor de obras preciosas sobre o tema, utilizadas, inclusive, por padre Ângelo durante a sua formação.
É dessa forma que, na qualidade de fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, responsável pela Paróquia de Ondina, Santo Afonso indica o que deve ser feito para seguirmos e nos aproximarmos cada vez mais do Ressuscitado.

"Santo Afonso fala que a oração é o grande meio de salvação; sem oração não existe salvação", justificou padre Ângelo, destacando o amor de Deus ao enviar santos como Afonso, que nos apontam o tempo todo para Deus, junto ao qual encontraremos a felicidade.
O presidente da celebração recordou também sua convivência com Santa Dulce dos Pobres desde a infância, quando morava no mesmo bairro da religiosa. Segundo ele, essa proximidade foi determinante para o despertar de sua vocação sacerdotal e para o hábito de participar diariamente da Santa Missa desde a juventude.

Todas essas vivências foram resgatadas para ressaltar a bondade do Senhor, especialmente em momentos como este, resultante dos 60 anos de caminhada paroquial.
A celebração, que teve como responsáveis os Ministros Extraordinários da Eucaristia, as Filhas do Coração de Maria e o Grupo de Formação Paroquial, também abriu espaço para um momento de gratidão, expresso no texto lido pela paroquiana Maria José Rebelo, e pela lembrança entregue ao sacerdote.
Ao longo das seis décadas de evangelização, a Paróquia de Ondina anunciou sem cessar a Palavra de Deus, celebrou os sacramentos, serviu aos pobres, formou discípulos e missionários e continua dando testemunho da esperança que nasce de Cristo Jesus, como foi ressaltado no início da celebração. Essa história, que foi construída pela graça de Deus, tem como missão seguir anunciando a presença do Cristo Ressuscitado no mundo.
Silvana Lima (Pascom)