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As Dores de Maria foram lembradas na Quarta-feira Santa

  • Silvana
  • 5 de abr. de 2023
  • 3 min de leitura

Na Quarta-Feira Santa a Igreja fez memória às dores de Maria, mostrando como seu coração foi atravessado por dolorosas “flechas” ao acompanhar os passos de Jesus aqui na Terra e como esse sofrimento se relaciona com o mistério da Sua Paixão.


Em muitas paróquias, homens saem de uma igreja ou local específico levando a imagem de Nosso Senhor dos Passos e as mulheres seguem de outro lugar com a imagem de Nossa Senhora das Dores para o sofrido encontro entre Mãe e Filho.


Em Ondina, na Igreja Matriz, o pároco, padre Cristóvão Przychocki, presidiu a celebração das 18h, destacando que, apesar de ser uma mulher agraciada, Maria não foi poupada do sofrimento, já que acompanhou a agonia de Jesus até a Sua morte de cruz, quando ela se tornou mãe de todos. E quantas mães também não acompanham os seus filhos e filhas com dor no coração por conta da agonia em que vivem?


Só mesmo sob o manto de Nossa Senhora e com mãos unidas a Jesus para suportar essas dificuldades; seguir em frente, pedindo paz, sabedoria e a esperança de viver dias melhores... . “Queremos te colocar nas mãos daquela que compreende a sua dor, que sabe o que significa sofrer, pois ela experimentou tudo isso”, afirmou o padre em sua homilia.
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E para favorecer este encontro com Maria, foi colocado na frente do altar um quadro com a imagem de Nossa Senhora das Dores, diante dela mulheres foram convidadas a levar rosas simbolizando as setes dores da Mãe: a Profecias de Simeão (Lucas 2, 34-35); a fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus 2, 13-21); a perda do Menino Jesus no templo (Lucas 2, 41-51); o encontro com Jesus caminhando para a morte (Lucas 23, 27-31); a morte de Jesus na Cruz (João 19, 25-27); o recebimento do corpo do filho tirado da cruz (Mateus 27, 55-61) e a sepultura de Jesus (Lucas 23, 55-56).




Entre essas mulheres, estavam Ivanoska Moxotó, Maria Guadalupe Silva, Cristina Guerra e Angela Facchinetti. “Foi indescritível. Eu fiquei diante do quadro imaginando como ela viu seu Filho sendo colocado no túmulo, mas com a certeza de que Ele ia ressuscitar. Eu coloquei essa intenção por todas as pessoas que perderam seus filhos porque a maior dor é perder um filho, como Nossa Senhora perdeu, tão precocemente e injustamente, o seu Filho tão amado”, explicou Ivanoska.

Já Maria de Guadalupe destacou a honra de poder servir à Maria Santíssima e participar das suas sete dores. “Foi muito emocionante e muito importante na minha vida esse momento”, afirmou ela.


Nossa Senhora também recebeu súplicas de Cristina Guerra, que foi pedir especialmente pela relação dela com o filho: “foi muito importante. Eu gostaria de participar mais vezes”, revelou.

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Que a Virgem Maria seja sempre nosso baluarte, pediu Ângela

Ângela fala do momento ímpar que foi ter participado deste dia: “Como mãe, tive essa vivência de devolver um filho [...], mas o que nós temos que passar, a força que Deus nos dá é a força que deu à Maria [...], mulher grandiosa. Eu fiquei muito contente de ter sido uma das escolhidas [...] e a agradeço a Deus, à igreja e à Nossa Senhora por ter me dado esse momento tão bonito, de tanta tranquilidade e de paz no meu coração, reconhecendo o que Deus realmente tem para todos nós. Que a virgem Maria seja sempre nosso baluarte, a nossa Mãe Redentora, a nossa querida, profunda e forte Virgem Maria”, pediu.






Silvana Lima, com a colaboração de Mirna Machado (PASCOM)

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