Padre Marlos Aurélio destaca legado e renovação no encerramento da Novena do Jubileu
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A Novena do Jubileu foi encerrada na sexta-feira (24), em Santa Missa realizada na Igreja Matriz. A presidência da celebração ficou sob os cuidados do padre Marlos Aurélio, Provincial da Província Nossa Senhora Aparecida, circunscrição redentorista à qual pertence a Paróquia da Ressurreição do Senhor.
A celebração reuniu ainda o reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, padre Eduardo Catalfo, o pároco da Paróquia de Ondina, padre Casimiro Malolepszy, o Superior da Comunidade Redentorista de São Lázaro, padre Maciel Pinheiro, e o diácono Paulo Gabriel.

Em espírito de alegria e fé, padre Casimiro iniciou a celebração ressaltando o sentimento de gratidão a Deus pela história desses 60 anos, oficialmente celebrados no dia 24 de julho. Sentimento este que foi reforçado por padre Marlos ao falar desse grande tempo de anúncio e vivência da Copiosa Redenção.

Ao destacar a presença dos missionários redentoristas durante quase toda a trajetória da comunidade paroquial, ele recordou a essência da caminhada: “A gente sabe que a paróquia não são paredes e portas. Paróquia somos todos nós que participamos da vida das comunidades, que participamos dessa igreja", salientou padre Marlos.
Nesse sentido, o Provincial falou da importância dos legados que deixamos e também daqueles que recebemos, mostrando que a história da Paróquia faz parte da que foi construída pela Congregação do Santíssimo Redentor no Brasil, especialmente após a criação da Província Nossa Senhora Aparecida, em 9 de novembro de 2023, reunindo os estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais numa nova configuração territorial.
“...Essa é uma história da qual nós não participamos no início, mas da qual agora somos participantes, porque é uma continuidade deste bonito legado que recebemos daqueles que nos antecederam”, afirmou o redentorista.

Ele observou, ainda, a dedicação das pessoas ao longo da construção desse legado, chamando a atenção para sua continuidade.
“...O que nós estamos vivenciando aqui é algo que vai ficar também para aqueles que virão. Então, a gente tem que ter essa responsabilidade de cuidar bem (...), alertou.
Ressaltando a origem do termo “jubileu”, padre Marlos expressou o motivo maior da alegria que envolve a celebração dos 60 anos de história:
“A palavra jubileu significa exatamente isso (...) manifestar o nosso júbilo, a nossa alegria, a nossa gratidão, porque até aqui o Senhor caminhou conosco. Deus conduziu a história desta Paróquia. Deus, por ser o motivo maior da nossa fé, do nosso estar aqui participando da vida desta igreja, desta comunidade”, garantiu.

Pensando nas ações de cunho formativo, que podem ser adotadas por todos os grupos paroquiais em suas trajetórias, padre Marlos ressaltou três aspectos que devem ser considerados em um momento tão expressivo como este. O primeiro deles é recordar os feitos, confirmando que Deus caminha conosco e nos sustenta diante dos desafios e das dificuldades cotidianas.
“Deus vai deixando os sinais, as marcas do Seu amor dentro da nossa história, dentro da história da Paróquia, dentro da história da nossa família. Recordar é colocar novamente a mão no coração e trazer à mente, ao coração, essas coisas bonitas que aconteceram. E também aquilo que não foi tão bonito, mas que não deixa de ser educativo”, ponderou.

O segundo aspecto a ser considerado é o da revisão, com o objetivo de fazermos ajustes e termos ainda mais motivos para celebrarmos os próximos jubileus.
“O que Deus espera de nós é que a gente cresça cada vez mais em nossa compreensão a respeito daquilo que Ele quer, da Sua vontade para nossa vida (...) Porque podemos ser uma paróquia ainda mais viva, mais animadora, mais acolhedora, mais participativa e mais comprometida. Rever é muito importante”, orientou.
O terceiro aspecto diz respeito à capacidade de renovação, sobretudo na esfera evangelizadora. Um bom exemplo dessa dimensão reside em eventos como o Concílio Vaticano II, oportunidade em que a Igreja refletiu sobre a sua participação no mundo.
“É óbvio que a gente não joga tudo para fora, mas aquilo que precisava ser melhorado, aquilo que precisava ser atualizado para que a Igreja dialogasse com a sociedade moderna, foi feito. Caso contrário, nos tornamos obsoletos, ultrapassados, e não é isso que Deus espera de nós, mas que a gente esteja sempre antenado com os grandes sinais do tempo”, justificou.

A partir desta realidade, o jubileu representa uma grande oportunidade para que a Paróquia da Ressurreição do Senhor trace novos projetos para a sua missão evangelizadora, tornando-se aquilo que deve ser para toda a Igreja: uma presença atual, pertinente e relevante para os dias de hoje, como esclareceu o redentorista.
Nesse contexto, a Palavra de Deus, que é sempre Boa-Nova, nos permite renovar a fé para sermos novas pessoas em Cristo.
Por fim, outro aspecto não menos importante, reside no fato de jamais esquecermos aquilo que confere identidade como espaço sagrado: ser uma casa de oração.
“A gente vem aqui, primeiramente, para rezar, encontrar-se com Deus, ouvir a Sua Palavra, obviamente encontrar-se também com os irmãos (...) Diferentemente de outras propostas religiosas, no cristianismo é assim: a gente precisa conviver, a partir da nossa fé, com os outros dentro da comunidade. Não basta aquela fé individual, eu e Deus (...)”, ressaltou o sacerdote, frisando a importância da dimensão comunitária no mundo católico.
“Eu cresço, eu aprendo sobre Deus com o outro. A minha oração com o outro se torna mais forte. É uma súplica, uma intercessão muito mais santa quando eu me uno ao outro para rezar”, esclareceu padre Marlos, tomando como referência um trecho da oração atribuída a São João Crisóstomo.
“A oração é âncora para os flutuantes. A oração é tesouro para os pobres. A oração é remédio para os doentes. E a oração é preservativo para os que são sãos', que têm saúde, para que não fiquem doentes. De modo que a oração é para todos nós. Todos nós precisamos rezar. A oração nos humaniza. A oração nos coloca no coração de Deus”, complementou.

Na qualidade de casa de oração, a Paróquia favorece o nosso crescimento espiritual, amadurecendo a nossa fé. Ela também precisa ser vista como refúgio de todos nós, pecadores, que necessitamos da graça de Deus, como lembrou o provincial.
“É aqui que a gente recorre comunitariamente a Ele, que é a nossa força, que renova a nossa esperança, que nos faz acreditar em dias melhores, que nos ajuda a superar os nossos problemas pessoais e familiares”, pontuou.
Tudo isso continua sendo oferecido pela Paróquia da Ressurreição do Senhor, que celebra 60 anos como lugar de acolhimento, onde podemos abraçar os sacramentos na condição de verdadeiros remédios para nossas almas cansadas. É, acima de tudo, na Eucaristia que encontramos o sentido maior da nossa busca, a fim de nos tornarmos pessoas mais caridosas e misericordiosas, semelhantes ao próprio Jesus.

“Quem ama Deus em verdade deve também respeitar, acolher, perdoar”, reforçou padre Marlos, mencionando que um mundo mais fraterno é compromisso próprio do cristão.
Dessa maneira, a paróquia deve ser o lugar de Deus para vivermos a nossa fé em comunidade, na sinodalidade que faz com que sigamos juntos, desejosos de renovar esse compromisso com Deus, como testemunhas vivas da Ressurreição do Senhor.
O momento de gratidão homenageou os redentoristas, que foram lembrados a partir da história de São Geraldo Magela, retratada pela paroquiana Almeida Santos. O santo, que tanto amou a congregação, doou sua vida para servir ao Senhor como um redentorista apaixonado pela Eucaristia e em extrema obediência à vontade de Deus.

A última celebração do novenário ficou sob a responsabilidade da Pastoral da Acolhida, da Pastoral do Dízimo e do Terço dos Homens, que, mais uma vez, inovou ao apresentar as latas de sardinha doadas como gesto concreto do dia em um pequeno veleiro de madeira durante a Procissão das Ofertas.

Ao final da Santa Missa, antecipando o dia dedicado ao padroeiro dos motoristas, São Cristóvão, chaves de veículos foram abençoadas por padre Marlos, e algumas pessoas foram contempladas com vouchers para a lavagem gratuita dos seus automóveis.
Silvana Lima (Pascom), com a colaboração de Rosana Oliveira (Pascom e CPP)



























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