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Entre cantos e reflexões, padre Roque Silva aborda diferentes dimensões da conversão na segunda noite da Novena do Jubileu

  • há 2 dias
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A segunda noite da Novena do Jubileu da Paróquia da Ressurreição do Senhor foi marcado pelas reflexões do padre Roque Silva, CSsR, conselheiro da Província Nossa Senhora Aparecida e Reitor do Santuário do Bom Jesus da Lapa.



O ex-pároco e presidente da Santa Missa iniciou sua homilia ressaltando que uma igreja, antes de ser formada por paredes, nasce do coração dos fiéis e do reconhecimento da centralidade de Jesus Cristo.

No tema geral da festa, "Sessenta anos de história iluminada pelo Ressuscitado", ele encontrou respaldo para falar dessa centralidade: "Porque o Ressuscitado é Aquele que ilumina, Aquele que conduz, Aquele que abre o caminho, Aquele que apoia a caminhada e Ele deve ser considerado como o coração dessa comunidade paroquial", afirmou o sacerdote.



Tomando por base a liturgia do dia, padre Roque também falou da relação do homem com Deus. A primeira leitura apresentou o rei Ezequias confiando sua vida ao Senhor, enquanto o Evangelho recordou as palavras de Jesus: "Quero a misericórdia e não o sacrifício", revelando que a verdadeira fidelidade a Deus nasce de um coração convertido e misericordioso. Nesse contexto, o sacerdote ressaltou que Deus é o Senhor do tempo e da história, não apenas da comunidade, mas também da vida de cada um de nós.

E essa vida precisa ser marcada por um novo mandamento, o do amor, colocando sempre em primeiro lugar aquilo que é essencial em relação a Deus e à própria pessoa, como explicou.


Os padres redentoristas e as Filhas do Coração de Maria acolheram o padre Roque Silva

Ele também refletiu sobre o tema da noite, "Celebramos com gratidão 60 anos, vivendo o amor e o chamado à conversão pessoal e comunitária", frisando que, ao longo dos 60 anos, a Paróquia é continuamente chamada à conversão de cada pessoa em particular e da comunidade como um todo. "A conversão é pessoal e comunitária. E o amor deve ser a mola mestra de tudo isso", disse o padre.

Na visão do sacerdote, além de definir a paróquia, o tema pode ser visto como um verdadeiro plano de ação pastoral e evangelizador da comunidade, já que a conversão faz com que sejamos pessoas melhores. Dessa forma, a conversão comunitária faz a pessoa crescer e a conversão pessoal eleva toda a comunidade também. Justamente por isso, ela não pode se limitar a um lema, mas deve transformar-se em atitude do coração.

E questionou: "De fato, essa comunidade está vivendo o amor?"

Nesse sentido, explicou que essa vivência deve ser a "do amor do Ressuscitado e no Ressuscitado", ou seja, um amor rico em compaixão, como afirma o próprio Senhor no Evangelho do dia: "Quero a misericórdia e não o sacrifício".



Até mesmo porque, com o Seu sacrifício único e definitivo na cruz, Jesus nos garantiu a salvação. Agora, quer que vivamos com base nesse amor, sem a autoimposição de sacrifícios vazios, mas apenas aqueles que nos elevam e nos aproximam Dele, como a renúncia de um vício ou de uma atitude que pode fazer mal a nós e aos outros.

É nesse contexto que a misericórdia de Cristo precisa se destacar, ajudando-nos a caminhar mesmo com nossas falhas e limitações. "O Ressuscitado nos ama, e o amor Dele é infinito e incondicional", assegurou padre Roque, que surpreendeu a assembleia, intercalando suas reflexões com conhecidas e belas canções durante a homilia.

No tocante à conversão pessoal, deixou uma pergunta que pode auxiliar cada um nesse processo de santificação: "Senhor, em que eu devo me converter para que eu possa viver a vida cristã do jeito que Cristo quer?" E ressaltou: "Mesmo sabendo que Cristo é amor e misericórdia, devo fazer em mim a correção que eu sei que devo fazer."

Padre Roque chamou a atenção, ainda, para o amor vivido nos grupos pastorais, que devem buscar manter o coração de todos aberto, marchando juntos na direção do Senhor como grupos acolhedores e sempre abertos à chegada de novos irmãos, sob o risco de desaparecerem.

Outra pergunta pode ajudar nessa reflexão: "Ao longo desses 60 anos, que nós estamos celebrando como ação de graças, quais são também os pontos, os motivos, as situações em que a paróquia precisa, portanto, recuperar-se, refazer-se, projetar-se de modo sempre novo?", questionou.

Nesse sentido, ele mostrou como o amor de Deus pode restaurar, abrindo caminho para um novo começo. Como aconteceu com a mulher adúltera, que teve a dignidade resgatada por Jesus para que pudesse viver uma nova vida. "Se ninguém te condenou, Eu também não te condeno. Vá e não peques mais", disse Jesus à mulher que, pela lei, poderia ser apedrejada até a morte.

Confiante nessa condução divina, padre Roque pediu:

"Se essa comunidade foi sustentada ao longo de 60 anos pela Palavra e pela luminosidade do Ressuscitado, somos convidados a rezar para que ela continue sua história, iluminando a vida de todas as pessoas que formam esta paróquia, nos diversos grupos, e também daqueles que ainda virão para fazer parte desta comunidade, para que outros, pelo testemunho daqui, possam abraçar verdadeiramente a fé e tornar-se portadores da luz do Ressuscitado".

Como gesto concreto, a comunidade contribuiu com açúcar, que será usado na composição das cestas básicas destinadas a famílias carentes. A doação veio acompanhada de uma grande surpresa: a utilização de um mini caminhão, confeccionado por Ivan da Silva, da Comunidade do Sagrado Coração de Jesus, que junto com o Apostolado da Oração e a Renovação Carismática Católica (ECC), organizaram a grande noite.

"A ideia de fazer o caminhão surgiu do fato de ver sempre a paróquia doando e transportando alimentos para as comunidades. Então me veio o pensamento de trazê-lo para o ofertório e ver ele distribuindo o alimento para as comunidades depois. Estou muito feliz", revelou o criador do pequeno veículo.

No final da celebração, outros momentos inusitados tiveram lugar. Padre Roque foi homenageado com uma divertida mensagem, que apontou não somente suas qualidades, mas a sua marcante atuação como pároco da Paróquia da Ressurreição do Senhor. A homenagem foi estendida às Filhas do Coração de Maria, precursoras da evangelização no bairro de Ondina, que foram surpreendidas por falas alternadas de paroquianos espalhados na assembleia, transformando o momento de gratidão em uma ação inovadora.


Silvana Lima (Pascom), com a colaboração de padre Stanislaw Wilczek (|Missionário Redentorista)

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