Na Cruz, o Amor que salva: Sexta-Feira da Paixão emociona fiéis em Ondina
- 4 de abr.
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A Sexta-Feira da Paixão do Senhor foi vivida com profunda fé e recolhimento na Paróquia de Ondina, no último dia 3 de abril. A programação teve início pela manhã, com a última Via-Sacra, realizada pelas ruas do bairro.
O percurso saiu do Santuário Nossa Senhora Educadora até a Igreja Matriz, reunindo fiéis de todas as idades.

As encenações realistas ao longo do caminho tocaram profundamente os presentes, conduzindo-os à contemplação do amor sem limites de Jesus, manifestado em sua entrega total na cruz.
Às 17h, a comunidade se reuniu para a solene Celebração da Paixão do Senhor, um dos momentos mais intensos de todo o Tríduo Pascal. Diferente das missas habituais, essa celebração possui um rito próprio, marcado por três partes principais: a Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e a Sagrada Comunhão (com hóstias consagradas na véspera, na Quinta-Feira Santa). Não há consagração neste dia, ressaltando o silêncio e o luto pela morte de Cristo.
Um dos momentos mais marcantes foi a Veneração da Santa Cruz. Durante o rito, a cruz é apresentada gradualmente aos fiéis, tradicionalmente com o gesto do descerramento — quando o pano que a cobre é retirado em etapas, acompanhado da proclamação: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo”, ao que o povo responde: “Vinde, adoremos”. Esse gesto simbólico recorda a revelação do mistério da salvação que, pouco a pouco, se manifesta na entrega de Cristo.

Na celebração em Ondina, coube ao padre Maciel Pinheiro realizar esse rito do descerramento, conduzindo os fiéis a um profundo clima de contemplação. Em seguida, a assembleia, que lotava a igreja, permaneceu em silêncio reverente para a adoração. Foram muitas as demonstrações de fé: adultos, crianças e idosos se aproximaram da cruz com gestos de respeito e amor — ajoelhando-se, fazendo reverência e beijando as chagas do Senhor. Em um gesto de sensibilidade pastoral, a cruz também foi levada até aqueles com dificuldade de locomoção, permitindo que todos participassem desse momento tão significativo.

O rito sagrado tocou profundamente os presentes. Entre eles, Susi Kelly (foto), que saiu emocionada, com lágrimas nos olhos: “Nunca vi um amor como esse, não tem explicação”, destacou.
A celebração foi presidida pelo Padre Stanislaw Wilczek, que conduziu a liturgia com o apoio de leitores. Já o pároco, padre Casimiro Malolepszy, ressaltou na sua reflexão a consciência de Jesus diante da missão que lhe foi confiada, mesmo sabendo que ela culminaria em dor extrema e total entrega — expressão máxima de amor pela humanidade. Ao mesmo tempo, destacou o sentido mais profundo desse mistério:
"Cristo Jesus nos oferece a possibilidade de participarmos da glória de Deus", ressaltou.
Da esquerda para a direita: padres Casimiro, Stanislaw e Maciel em silêncio reverente ao Senhor
Outro aspecto importante deste dia é a coleta destinada aos lugares santos, conhecida como Coleta para a Terra Santa. Trata-se de uma tradição da Igreja que remonta aos primeiros séculos e que tem como objetivo apoiar a manutenção dos locais sagrados ligados à vida de Cristo, especialmente na Terra Santa, além de sustentar as comunidades cristãs que ali vivem.
Assim, entre silêncio, oração e gestos concretos de fé, a Sexta-Feira da Paixão do Senhor foi vivida intensamente na Paróquia de Ondina, marcando os corações e renovando a esperança na promessa da Ressurreição.
Silvana Lima (Pascom), com a colaboração de Vitória Sampaio (Pastoral do Acolhimento), Taísa Badaró (Pastoral da Catequese) e Mário Brito (Apostolado da Oração)























































































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