Na festa de Santo Antônio, a fé entrou em campo e venceu
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Nem mesmo a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo foi capaz de diminuir o entusiasmo dos devotos de Santo Antônio.
No último dia 13, a Igreja Matriz da Paróquia da Ressurreição do Senhor ficou cheia de fiéis que se reuniram para homenagear o santo tão querido e confiar a ele seus pedidos mais importantes.

Excepcionalmente celebrada às 17h, em razão da partida do Brasil, a Missa Festiva foi presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Marco Eugênio, que iniciou sua homilia recordando que a santidade está ao alcance de todos:
“Se vocês viverem o Evangelho, chegarão à santidade”, afirmou.

Tomando Santo Antônio como exemplo, destacou sua vida profundamente cristocêntrica, sempre colocando Cristo em primeiro lugar, além de sua dedicação ao conhecimento da Palavra de Deus e sua caridade concreta, vivida por meio das obras e dos valores do Evangelho.

A celebração trouxe novidades marcadas por forte simbolismo. No lugar do tradicional andor de Santo Antônio, foi entronizada a imagem do Cristo Ressuscitado, enquanto o santo permaneceu ao lado do altar em um belo oratório preparado especialmente para a Trezena e a Missa Festiva.
Diante dele, inúmeros fiéis fizeram suas orações de agradecimento, como Airam Casqueiro (foto). “Eu estava agradecendo a ele que, no ano passado, eu fui na rua em que ele morou. Agradeci a possibilidade que eu tive de ir. É bem longe... Foi muito emocionante”, contou.

A devoção acompanha a história de Airam desde a infância, inspirada pelos momentos de oração promovidos por familiares. “Após as orações sempre tinha um lanchinho. E me habituei a isso. Sempre rezei. Minha mãe também era muito devota. Toda terça-feira ela ia à Igreja de São Francisco levar pão”, recordou.

A entronização do Cristo Ressuscitado foi conduzida por integrantes da Missão Lumen, que recebe os pães arrecadados nas Missas em Honra e Louvor a Santo Antônio, celebradas toda terça-feira, na Igreja Matriz. O gesto expressou de forma contundente que Aquele para quem Santo Antônio dirigiu toda a sua vida — o próprio Cristo — continua presente, iluminando uma devoção que permanece viva e profundamente enraizada no coração do povo brasileiro, especialmente entre os devotos da Paróquia de Ondina.

Outra novidade foi a entrega das lembranças antes mesmo do início da celebração: uma capelinha decorada de Santo Antônio, acompanhada de uma pequena vela e de um pão, posteriormente abençoados pelo pároco, Padre Casimiro Malolepszy, ao final da Missa.

Por fim, no momento da bênção final, Dom Marco uniu a tradição à caridade e à fé, orientando os fiéis a repartirem o pão em três partes, colocando-as em recipientes com mantimentos, como arroz e farinha, enquanto rezavam para que o alimento jamais faltasse em seus lares e também na mesa dos mais necessitados. Uma lição que traduz perfeitamente a espiritualidade antoniana: quem encontra Cristo na Palavra e na oração, necessariamente O reconhece e O serve nos pobres.
Silvana Lima (Pascom)



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